segunda-feira, 11 de junho de 2018

Os problemas de D&D 5ª Edição

Olá e bom fim de tarde!
Tudo bom com vocês?

Quem acessa nosso Blog periodicamente nota que grande parte de nossas postagens engloba D&D 5ª Edição. Claro, isso não é porque somos fãs do sistema (embora eu goste um bocado), mas é porque grande parte do público de RPG joga ou narra D&D 5E. Logo, a gente busca alcançar o maior público possível.

Isso não quer dizer que o sistema não possua problemas, e é sobre isso que a gente irá comentar hoje. Abordaremos os quatro grandes problemas do sistema na nossa visão!

Os problemas de D&D 5ª Edição
D&D 5E não é um bicho de 5 cabeças, mas tem seus problemas!


Falta de Customização


O primeiro grande problema de D&D 5ª Edição é a falta de customização dos personagens. Embora muitas pessoas acreditem que isso é uma falha de design, isso não é verdade. O que ocorre na verdade é um tradeoff.
A Wizards, na concepção do D&D 5ª Edição, precisou decidir entre poucas escolhas de grande impacto ou muitas escolhas de pouco impacto. Enquanto que a primeira opção traz regras mais simplificadas e facilidade na construção de personagens, a segunda opção traz regras mais robustas e diversidade de escolhas, o que gera a customização. A Wizards já possui um sistema com customizações complexas (D&D 3.5), então não seria de grande valia criar um novo sistema que possui as mesmas decisões de design e, acertadamente, decidiram optar pela primeira opção. 
Com isso, eles conseguiram atrair mais novatos para seu sistema e obtiveram grande sucesso financeiro (caso não saiba, 2017 foi o melhor ano fiscal da história da divisão de RPG da Hasbro, dona da Wizards of the Coast).

Inclusive, um dos grandes motivos para que o Místico da Unearthed Arcana fosse abortado é porquê ele ia contra o design do próprio jogo, privilegiando um personagem forte por meio de diversas pequenas escolhas.

• Irrelevância do Ouro


Aqui nós começamos a realmente tocar nos problemas do sistema.
Após alguns poucos níveis, as PO's, PP's e quaisquer outras moedas se tornam irrelevantes no jogo. Isso porquê os jogadores simplesmente não tem onde gastar seu dinheiro.
Como os Itens Mágicos não podem ser vendidos (mas podem ser encontrados em ruínas e afins), você não tem o que comprar além das armaduras pesadas (ou uma luneta que custa 1.000 PO).

Pensando bem, o meu grupo gastou muito mais peças de ouro administrando a sua cidade e pagando passagem de barcos do que comprando equipamentos. 

• Encontros não funcionam


Para mim, que passo a maior parte da minha vida RPGzista sendo o Narrador, esse é o maior defeito de D&D 5ª Edição. Se recorda quando falamos que o design de D&D 5E priorizava poucas escolhas de grande relevância?
O grande problema disto é que os jogadores possuem recursos demais para lidar com as ameaças do jogo, fazendo com que um encontro Mortal seja um belo passeio no parque. É muito difícil, até mesmo para um narrador experiente, "medir a mão" nos combates para que eles fiquem desafiadores: Em muitos dos casos, ele será muito fácil ou resultará em um belo TPK (total party kill, ou matar o grupo todo), justamente porque o Mestre não tem métrica para saber se determinado combate vai ser árduo ou não.

Dito isso, gerir encontros se torna uma tentativa e erro que pode ser extremamente frustrante para Narradores, principalmente para novatos.

• Sistema com prazo de validade


Pra finalizar, o último problema de D&D 5ª Edição é que ele tem um claro prazo de validade.

No D&D 3.5 (não citarei D&D 4E porque nunca joguei), você tinha, além das multi-classes, as famigeradas classes de prestígio. Isso permitia que o sistema se retroalimentasse muito bem. Não a toa, D&D 3.5 e os sistemas oriundos do Sistema D20 (como Pathfinder, Tormenta) continuem a ser jogados mesmo após uma década do sistema.

Já D&D 5E carece dessa retroalimentação devido ao uso das Subclasses (ou Arquétipos, como queira), que limita muito o jogador em suas escolhas. Para piorar, multi-classes não são tão interessantes como em D&D 3.5 e não existe mais Classes de Prestígio.

Muitos arquétipos do Livro do Jogador não são interessantes (como os três arquétipos de Warlock, onde todos os conceitos são muito parecidos), o que diminui muito o fator replay com a classe. Um jogador que tenha múltiplas mesas se cansará rápido das opções do livro básico e provavelmente fará-o largar o sistema. Livros como Sword Coast Adventurer's Guide e Xanathar's Guide to Everything  se farão cada vez mais necessários para dar mais longevidade ao sistema, pelo menos aos jogadores.

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Por hoje é só pessoal!

Esperamos que tenham curtido o post de hoje! E você, quais são os problemas que você identifica em D&D 5ª Edição? Deixe sua opinião nos comentários!

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Até logo!

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3 comentários:

  1. Acho que o D&D 5ª no geral é uma boa edição, mas peca nas regras de campanhas de baixa fantasia, cabendo aos mestres e jogadores criarem regras caseiras que nem sempre ficam balanceadas.

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    Respostas
    1. Eu (como Mestre) acho isso bem problemático também. Tanto que nós usamos as regras de descanso de D&D 3.5.
      Mas é entendível que a Wizards quis fazer um sistema mais focado no heroísmo, com muitos recursos e poucos momentos de downtime.

      Excluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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