quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Financiamento Coletivo e RPGs: Porque não vemos com bons olhos?

Olá e boa noite a todos!

Vocês repararam que ultimamente o nosso país está sendo agraciado com muitos sistemas traduzidos em nossa língua,? E, principalmente, vocês repararam que todo lançamento de sistemas para nossa língua é realizada por meio de Financiamento Coletivo? É sobre isso que falaremos hoje.
Essa postagem será um tanto quanto polêmico, mas a nossa intenção aqui é informar e te fazer questionar algumas coisas, e não realizar ataques contra empresas e editoras. Na dúvida, leia o disclaimer abaixo.

O primeiro disclaimer é caso você questione nossa intenção com essa postagem: Eu entendo a importância das editoras no RPG nacional atual, embora eu não usufrua delas. Graças a elas, nós temos RPG's renomados localizados em nossa língua, como Yggdrasil, 13ª Era, Hora de Aventura, Sombras Urbanas, Interface Zero, Travessias RPG, Shadow of the Demon Lord e Rastros de Cthulhu.
No entanto, acertos jamais apagam erros, e é sobre esses erros que comentaremos hoje.

O segundo disclaimer é simples: Seu dinheiro é seu. Você pode fazer com ele o que você bem entender. Nossa intenção aqui não é determinar onde você deve gastá-los, e sim fazê-lo observar as coisas que circundam nosso Hobby e que nem sempre nos atentamos.

Sem mais delongas, vamos ao conteúdo!

Financiamento Coletivo e RPG's: Porque não vemos com bons olhos?


Existem três motivos pelos quais não gosto de financiamentos coletivos, falando especificamente de RPG: Modelo de Negócios, Falta de clareza e prática de preços abusivos. Iremos abordar cada um deles em frente

Modelo de Negócios


Antes de falar sobre Modelo de Negócios, precisamos entender o que é Financiamento Coletivo: O Financiamento Coletivo (ou Crowdfunding) é uma prática comercial que visa a captação de recursos para um fim, financiado de forma coletiva. Para que o projeto seja financiado (ou seja, para que a pessoa que criou o projeto receba o dinheiro), o projeto de deve cumprir uma meta estipulada. Caso isso não ocorra, aqueles que confiaram no projeto que não deu certo recebem seu dinheiro de volta (em casos de Campanhas Tudo ou Nada). Esse mecanismo é importante nos dias de hoje, em uma sociedade totalmente globalizada e onde fronteiras físicas não são relevantes: Graças a ele, diversas ideias que existiam apenas no papel passaram a existir, tudo por conta da empatia das pessoas para com aquele projeto.
No entanto, Financiamento Coletivo não pode ser confundido com uma Vaquinha. No Financiamento Coletivo, você deve ter algum tipo de recompensa: Seja um brinde, participação em lucros, itens do financiamento, etc.

Falando sobre nosso RPG, o Financiamento Coletivo elimina riscos do projeto "encalhar" e, talvez por esse motivo, as empresas optem por esse tipo de captação mesmo em situações onde se encontram capitalizadas o suficiente para comercializar seus livros de forma independente.

Um número bem alto, não é mesmo?


Isso gera um grande problema.a médio/longo prazo, e explico o porquê: A comercialização por meio de Financiamento Coletivo é um nicho dentro do próprio RPG. Não é todo mundo que tem condições de aguardar por meses, e em alguns casos, por um ano, para ter o livro que tanto queria em mãos. Para piorar, não é todo mundo que está adaptado a essa plataforma de Crowdfunding, que gera desconfiança até os dias de hoje. Isso faz com uma massiva parcela dos jogadores de RPG não tenham interesse pela aquisição de livros nessa modalidade.

Naturalmente, quando esse livro finalmente lançar e gerar interesse do público que não tem interesse em Crowdfunding, ele estará caro o suficiente para desincentivar a compra por parte do "consumidor casual". Isso porque as editoras precisam incentivar as pessoas a comprarem na época de Financiamento, jamais depois. Logo, o preço nas lojas e em sites de venda estarão mais caro do que na época do financiamento. A tabela abaixo comprova tal situação:

Preços praticados para venda por comerciantes e por Financiamento Coletivo


Em médio/longo prazo, isso significa que haverão menos jogadores que conhecem outros sistemas fora do mainstream e poderá diminuir a quantidade de público adepto do RPG.

A favor do Financiamento Coletivo, ele te permite executar algumas "manobras" que encarecem o preço do livro (falaremos disso depois, mas não se esqueçam que as empresas devem visar o lucro). No entanto, acredito que pesquisas de mercado aliado a uma boa Pré-Venda e Marketing possam ter o mesmo impacto do que o Financiamento Coletivo, inclusive, com custos menores para o Cliente e para a empresa.


A Falta de Clareza


Observando gráficos de Financiamento Coletivo, é possível perceber duas práticas executadas por empresas que aderem ao Financiamento Coletivo: O Boost  e o Investimento Final.
Embora ambas possam ser tratadas como injeção de capital próprio em um investimento, eles devem ser tratados de forma diferente por conta da finalidade do investimento em ambos os casos.

A mecânica do Boost é simples: Quando o financiamento coletivo inicia-se, a organização "investe" em seu próprio Financiamento Coletivo. Há duas finalidades para tal ação:
• Tirar a desconfiança do Financiamento Coletivo, dizendo "Hey, já apoiaram nosso Livro, você também pode fazer sem medo";
•  Diminuir a meta total, fazendo com que as pessoas mais comedidas apoiem com a certeza de que o material será financiado.

Pegue um Financiamento Coletivo você mesmo e faça essa experiência. Você notará o Boost facilmente.
Feliz ou infelizmente, o Catarse, ferramenta utilizada nacionalmente para fins de Financiamento Coletivo, não demonstra valores gastos por cada pessoa (e por mim, nem deveria), e não existe nenhuma regra de conduta ou lei que impeça isso. O problema, ao meu ver, é que o Catarse tira uma taxa sobre o valor arrecadado (13%). Caso a empresa tenha certo conhecimento de Análise de Custos, esse "custo extra" certamente é repassado ao cliente.

O Investimento Final tem caráter semelhante. Quando o financiamento coletivo está próximo de seu término e sua meta ainda não foi batida, a própria organização investe capital no Financiamento Coletivo para que ele seja concluído. Além dessa ação fazer com que pessoas conservadoras realizem seus apoios (já que o projeto estará quase que totalmente financiado), o principal motivo é extremamente simples: Obter o capital do Financiamento.
Há um grande período de tempo existente entre o fim do Financiamento até a entrega dos livros. Como o Modelo de Negócios não é orientado para vendas, essa entrada de capital é importante para o Fluxo de Caixa da empresa, principalmente em casos onde a entrada de capital ocorre de forma sazonal
Novamente, o investimento próprio resulta em custos, que em situações normais, resultariam em mais gastos ao cliente.

Embora você possa considerar falta de caráter das organizações em realizar esse "investimento" no seu próprio Financiamento Coletivo, não existe qualquer tipo de regra ou legislação que impeça essa manobra. Meu problema nessa questão são os custos extras que são repassados aos consumidores.

Inclusive, servindo de case, a Aster Editora passou por situação semelhante com Sombras Urbanas, no entanto, a editora se justificou afirmando que o dinheiro advém de um investimento. EU sempre vou partir da presunção da inocência em tais casos, até porque, é natural um financiamento receber dinheiro no fim da campanha. Você pode ler o pronunciamento na íntegra aqui:


Prática de Preços abusivos


A prática de preços abusivos é assunto recorrente em nosso país e nunca sabemos discernir se o custo é alto ou se o imposto é tão alto que inviabiliza o negócio. A imagem abaixo, com informações retiradas dos Financiamentos Coletivos das respectivas editoras mencionadas.

Tabela criada usando o valor pago pelo cliente no Livro Físico x valor pago pelo comerciante

Ou seja, o consumidor, aquele que literalmente viabiliza o projeto, arca com o custo do livro pagando até 140% a mais que o comerciante. E, conforme citamos, a ferramenta de Financiamento Coletivo permite que esse custo alto seja "disfarçado" por meio das Metas.
Essa diferença poderia ser justificada de duas formas: Impostos e Metas. Mas irei explicar o porque de ambas as desculpas serem falhas. 
Explicando rapidamente sobre Metas, o seu funcionamento é simples: As organizações criam algumas metas extras para aumentar sua arrecadação. Essas metas são baseadas no valor total arrecadado, ou seja, quanto mais o financiador arrecada, mais metas são batidas e mais brindes os apoiadores do projeto arrecadam. O real problema da situação é que esses brindes camuflam o custo total do livro para o consumir.

Levando essa informação ao nosso problema  e pegando um exemplo palpável: Shadowrun custou R$ 150,00 para consumidores e o R$ 65,00 para comerciantes (que não dá esses itens adicionais das metas) e a quantidade de metas batidas renderam (para aqueles que compraram o livro físico) 16 PDF's, com um misto de Aventuras, magias e informações sobre o mundo. Para alguns, esse pack de conteúdo valha os R$ 85,00 de diferença entre o valor pago do consumidor para o comerciante. Para outros, esse conteúdo extra não chega nem próximo de R$ 85,00 (para mim, não vale nem 1/4 desse valor).

Em outros casos, como Belregard, o livro custa R$ 90,00 para consumidores e R$ 37,50 para comerciantes. Por ora, se você financiar o livro, você receberá apenas uma aventura de 36 folhas, em PDF, o que não vale nem um pouco a pena para aquele que consome. 

No entanto, não acreditem que isso esses materiais cedidos são uma "ação de benevolência": Atingindo ou não atingindo a meta, o valor de tais adições é adicionado no custo total do produto. Portanto, mesmo que as metas não sejam atingidas, o preço dos "extras" estão adicionados no valor total do produto que você pagou.

A segunda falácia é sobre Impostos: Livros são isentos de impostos, sendo assim, os únicos impostos que realmente entram nos custos de produção são aqueles que são inerentes a empresa, como IRLL, impostos referentes a folha de pagamento de funcionários, etc etc etc. Mas nada que justifique o preço extremamente elevado ao consumidor, quando comparado ao comerciante.

Por último, mas não menos importante, o que chama a atenção desses Financiamentos Coletivos é o preço tabelado para venda (normalmente fixado por contrato): Em alguns casos, a diferença entre o valor de compra e o valor de revenda ultrapassa o dobro do valor de compra.
Aí você deve estar pensando "Ah, mas com toda essa diferença de valor, o lojista se dá muito bem nas vendas". Ledo engano. Isso porque o lojista simplesmente não consegue vender devido aos valores estratosféricos. Como as editoras compram unidades o suficiente para que elas mesmas realizem a venda, os valores praticados por eles são menores que os praticados por lojistas.
Ou seja, mesmo quando você acredita que alguém está ganhando, tem gente perdendo.

Com essa informação em mãos, a provável desculpa de "a Licença concedida pelo criador é cara, encarecendo o produto" cai por terra nesses casos mencionados.

No final, a soma de todos esses fatores favorece uma prática que as editoras são visivelmente contra: A Pirataria.

Nossas considerações


Para concluir, acredito que a ferramenta do Financiamento Coletivo foi um tanto quanto distorcida pelas editoras: Em vez de se tornar uma ferramenta de captação, ela se tornou um canal de vendas (algo como uma pré-venda). Em outros casos, os produtos adquiridos por meio do Financiamento Coletivo vem como uma "recompensa"(pense no caso Zebeléo, da Bel Pesce, onde o brinde por apoiar a ideia com R$ 100 é um simples chaveiro). No caso do RPG, não há essa relação de recompensa, e sim uma relação de compra e venda., já que a principal finalidade do Financiamento Coletivo é realizar vendas do seu produto.
Observando de forma imparcial e entendendo que a finalidade de uma empresa é lucrar, acreditamos que algumas mudanças seriam benéficas. São elas:

Clareza com o formato do Financiamento Coletivo (talvez até alterando os canais de venda);
• Preços coerentes para os clientes. Com o RPG normalmente tratando de temas morais, você ter uma taxa de lucro acima de 150% soa como algo extremamente antiético;
• Fornecer algum módulo de "compra" cujo o único benefício seja o livro, barateando custos para este cliente. Dessa forma, os custos com as metas extras não entrarão nesse produto (ou não deveriam). As pessoas que não quiserem optar por esse módulo tem a chance de receber os produtos das metas ou não. É o famoso risco x recompensa;
• Subtrair o possível valor investido da Meta. Dessa forma, esse custo injustificável não entrará "na conta do cliente";
• Elucidar a real taxa de lucro para o cliente.

________

Por hoje é só pessoal!
Espero que tenham gostado da postagem! Deu bastante trabalho para recolher as informações, mas acho que o resultado final ficou bem bacana.Contribua com o debate! Compartilhe nas suas Redes Sociais, use o campo de comentários e vamos discutir sobre esse assunto!

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Tem post amanhã e sábado ou sábado e domingo (depende da velocidade para diagramação hehe).

Até logo!

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8 comentários:

  1. Pois é acredito em muito do que você falou e outros pontos sou obrigado a discordar. New Order realmente super lucra com seus produtos, as outras não sei dizer certamente mas tem de pensar em outros problemas, marketing é caro e complicado, e RPG é um nicho pequeno no país infelizmente. Se considerar livros como Pathfinder e D&D que chegam a ter uma tiragem maior, estes RPGs menores não vendem nem 1/4. Neste caso o valor do livro aumenta pelo pequeno nicho de comercio, e sejamos francos, livros no Brasil esta subindo no índice de popularidade apenas nos últimos anos, e com uma tendencia a descer novamente devido ao governo. Mas pólica deixemos de lado, pois temos de pensar que com esta baixa venda direta e pessoas envolvidas, o lucro que seja não é tão grande para se manter em pé sem riscos. Mas novamente também não sei quanto dos livros são vendidos pós financiamento, mas até onde sei editoras menores vendem no máximo umas 500 copias, enquanto editoras já moderadamente maiores como da New Order já avisam que vão ter uma tiragem que passa dos 1000. Alias é engraçado ver que nenhuma destas editoras tem venda de seus produtos em grandes lojas, a única que vejo é a Jambô, talvez por que as grandes forcem um lucro menor e assim a editora se sinta oprimida e prefira vender por si mesma os seus produtos.

    Eu espero que a visão delas mudem, algumas sei que não vai mudar, exemplo da que estou falando até agora, que não visa menos do que 100% de lucro, demora para entregar seus projetos e usa ainda a própria comunidade para corrigir seu produto no lugar de contratar um profissional. Fora as traduções que deixam a desejar, fiquei muito decepcionado com a tradução de Shadow of the Demon Lord, por mais que meu português fique a dever, ali a tradução deixa tantas gafes em textos quanto em diagramação que fica impossível entender, outras editoras erram menos outras podem chegar a errar mais, mas o pior ao meu ver é querer aumentar o próprio lucro não contratando um profissional revisor. Alias, um dos grandes problemas que vejo recorrentes, é que a tradução dos livros são feitas por pessoas que tem fluência em inglês mas não tem um nível técnico para fazer a tradução, tornando a tradução do livro do máximo amadora, igual a assistir um filme pirateado, onde na realidade vejo que as traduções estão bem melhores. Agora falando a nível profissional, já entrei em escritórios de grandes editoras, e normalmente livros de boa qualidade você quase não vê um erro se quer, por meio de informações dependendo do nível do autor em reconhecimento regional ou mundial se define o valor a se pagar por um livro, e tiragens grandes o valor máximo não é tão auto como se imagina, lógico que também existe uma porcentagem a receber de cada livro vendido, mas em tiragens de umas 2mil copias em caso de um altor desconhecido a fração é pequena, depois vemos livros vendidos a 5 reais, mas acredite até estes livros tem lucro nestas mega promoções. E continuando sobre tradução, editoras competentes chegam a ter vários revisores em um único livro.

    Devo ter falado um monte de besteiras mas é mais ou menos como vejo as coisas, vou continuar participando dos CF, com certeza, mas preferiria saber que uma editora está preocupada em entregar um conteúdo de qualidade por um preço justo do que continuar sentindo que estou comprando móveis onde o lucro pode bater mais de 500% (sim móvel tem lucro em média deste valor), ainda mais quando se você tiver uma leitura de inglês mediana pode comprar de fora os livros por um preço melhor com uma quantidade de erros de escrita e diagramação inferior (veja objeto estranho voador no escudo do mestre de SotDL).

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    1. Concordo plenamente com seus pontos. Realmente, tem editora que lucra muito, enquanto que há editoras que cobra um preço "justo" e infelizmente entram nesse bolo. Como se tratam de vendas sazonais, o lucro deve ser "bom" para que a editora mantenha suas atividades pelo resto do ano, e entendemos isso perfeitamente. Mas algumas empresas estão fazendo lançamentos recorrentes e continuam a cobrar alto para os clientes. Não sei se vender em lojas online (como a Nerdz) é a solução, já que isso implicaria em mais custos. Mas certamente é uma boa alternativa para melhorar as vendas.
      Nós ficamos sabendo dos casos do SofTL e de alguns outros, onde a editora pede para que os próprios clientes precisem revisem o conteúdo. Se a empresa não paga nem por um revisor, porque cobrar tão caro. E isso faz com que cada vez mais me questiono sobre os preços praticados.

      Atualmente, só colaboro com FC's que sinto que não estou sendo financeiramente explorado.

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    1. Opa! Fico feliz que tenha gostado! Temos postagens 5x por semana, você pode curtir nossa página no Facebook (facebook.com/jogaod20) pra não perder nenhuma notícia!

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  3. Se o preço ficar muito alto depois do CF menos pessoas vão comprar, diminuindo a demanda, então a empresa terá que abaixar os preços para suprir a sua oferta, ou seja, vender mais. Se os preços continuarem altos, isto significa que há jogadores e mestres comprando o livro, e portanto n tem esse problema.

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    1. As empresas não se preocupam com a venda pós-FC, já que sua principal base de lucro já foi adquirida. Pelo contrário, os preços pós-FC precisam ser mais altos para que isso incentive as pessoas a apoiarem no próprio FC. Se os preços pós-FC forem mais baratos que no FC, isso desincentivará a venda no FC, fazendo com que o projeto encalhe e seja realizado investimentos próprios para que as metas sejam batidas.
      A queda nas vendas é bem aparente (e só é sustentado por conta dos diversos FC's lançados "um em cima do outro"), mas não é por conta do preço e sim por conta da incompetência das organizações com fretes e traduções. Li relatos em nossa postagem do Facebook onde muitas pessoas reclamaram que algumas "compras" por meio de CF demorou mais de um ano para ser entregue. Prazos não são cumpridos e as pessoas ainda precisam colaborar na tradução do livro por conta da falta de revisão.

      Inclusive, muita gente já deixou de apoiar esse modelo de compras. Uma pena, pois a plataforma de FC é quem leva a culpa no final.

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  4. Concordo plenamente! Já participei e me decepcionei bastante, tanto em financiamentos daqui do Brasil quanto internacionais.

    Sugiro que você faça uma postagem sobre a "profissionalização" do RPG". Ou seja, pagar para jogar. Dia desses eu vi em um grupo Facebook alguns mestres de jogo oferecendo seus serviços por determinada quantia em dinheiro. Os anúncios continham tempo de "experiência" no hobby, graduação, disponibilidade, conhecimento de sistemas etc. O que você acha?

    Você saberia me informar se é permitido explorar comercialmente desse forma o RPG? Sabe se fere algum direito autoral?

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    1. Olá!

      Nós já realizamos essa postagem sobre Cobrar para Narrar (que você pode ler em http://jogaod20.blogspot.com/2018/02/cobrar-para-mestrar.html), e, em suma, não é errado e muito menos ilegal realizar a cobrança.
      No entanto, assim como mencionamos no post, existem muitas outros problemas oriundos de Cobrar para Narrar, como abertura de empresas, o que define um mestre ser "profissional", impostos, Código de Defesa do Consumidor, entre outros. É necessário uma análise muito profunda para entender esses pontos e definir da forma correta o que seria esse tal de "mestre profissional". Por conta disso, eu cunhei o termo Mestre de Aluguel.

      A partir do momento que você realiza a aquisição do livro, você pode explorá-lo comercialmente, com algumas ressalvas.
      Por exemplo, Rola o Dado, a maior transmissão online de RPG do país: Eles pretendem criar uma HQ, mas não mencionarão Beholders porque é marca exclusiva da Wizards, e, como uma HQ não se trata de RPG, isso poderia acarretar problemas sérios de Copyright. O importante nesse caso seria não mencionar nomes.
      Por outro lado, veja transmissões de RPG: Todas as transmissões passam anúncio, dessa forma, é algo comercial e que cuja finalidade é receber dinheiro, e isso não acarreta problema algum porque se trata de RPG.

      Nós tentaremos entrar em contato com advogados para tentar deixar bem claro direitos e deveres em tais casos.

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